Brasil: Não vai ter paz enquanto houver presos do 8 de janeiro: Qual candidato tem capacidade de pacificar o Brasil?
25/10/2026 às 12:05 Opinião
Não existe assunto mais urgente no Brasil do que olhar para a situação dos manifestantes detidos, corrigir os excessos e dar uma saída para os compatriotas que precisaram fugir do país por perseguição política. Numa democracia real, o adversário se vence nas urnas, no voto. Não se tira um concorrente da disputa na marra só porque ele tem chance de ganhar.
Tentaram calar a oposição afastando Jair Bolsonaro do jogo, mas o povo encontrou uma alternativa contra essa falta de liberdade: o seu filho, Flávio Bolsonaro, que assumiu a liderança e se tornou a resposta para quem não aceita o que foi feito.
O Brasil de hoje reflete diretamente as atitudes de quem o governa. Esse governo, que gosta de se apresentar como o "pai dos pobres", age na verdade como um pai autoritário que dividiu a própria família em dois grupos de filhos — que são os próprios brasileiros. A um grupo de filhos, ele concede apoio e proteção; ao outro grupo, reserva cobranças, perseguição e punição. Como é que esses irmãos, que compartilham a mesma terra, podem se sentar à mesma mesa, se amar e se entender, se o próprio pai alimenta a divisão e o ódio dentro de casa? É o atual governo o responsável por aprofundar essa polarização e por fazer surgirem os primeiros presos políticos da nossa história recente.
É uma ilusão pensar que o Brasil vai prosperar sem resolver a situação das pessoas presas pelo 8 de janeiro. Sem solucionar esse drama humano, não existe futuro para a nossa nação. Imagine viver sob um governo que promete apertar ainda mais o cerco e prender qualquer um que discorde? Caso Lula se reeleja, a tendência é que mais cidadãos sejam encarcerados.
E o mais triste é ver parte da população apoiando essas arbitrariedades. Esse povo que hoje aplaude a perseguição não percebe que também é povo, e não entende que pode estar cavando a própria cova. A roda da política gira: amanhã, esses mesmos que hoje celebram o castigo aos outros podem virar as próximas vítimas das injustiças do Estado.
O 8 de janeiro tornou-se a nossa grande ferida aberta. Para sarar essa marca, é preciso falar sério sobre anistia, anulação de processos inválidos e a garantia do devido processo legal.
Faço um apelo a você: fique do lado de quem está sofrendo. Quem continua encarcerado tem pressa. Teve gente que já perdeu a vida na prisão, e muitos seguem esquecidos em celas frias enquanto a disputa política se arrasta. A fome, o frio e a solidão doem todos os dias, e ninguém merece ter sua história destruída sem ter tido um julgamento justo.
Hoje, dia 25, é o dia de fazer a sua voz ser ouvida. Você que está lendo este texto no dia da eleição tem nas mãos a chave para mudar essa história. Hoje você pode escolher entre o retrocesso, o passado e a mesmice, ou optar por um novo caminho de liberdade, justiça e renovação. O futuro do Brasil não pertence a um governante ou a um partido; pertence a você. Vamos juntos construir um país onde prevaleça a paz, a união e a esperança de dias melhores para todos os brasileiros!
Bernadete Freire Campos
Cidadã brasileira, especialista em neurociência, estudiosa do comportamento humano no contexto político.