Madrasta que matou o menino Bernardo tenta sair da cadeia utilizando a nova decisão do STF

Graciele Ugulini, que planejou e executou o frio e cruel assassinato do menino Bernardo Boldrini, em Três Passos (RS), em abril de 2014, está tentando se beneficiar da decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) no Habeas Corpus nº 143.641/SP, de caráter coletivo, que determinou a substituição da prisão preventiva pela domiciliar das mulheres gestantes, puérperas ou mães de crianças e deficientes sob sua guarda.

Graciele é mãe de uma menina de 5 anos de idade, que teve com o pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, que também está preso por envolvimento no crime.

O Ministério Público apresentou nesta quinta-feira (8) sua manifestação com relação a pretensão de Graciele e foi devastador.

No parecer, o promotor da comarca de Três Passos ponderou que a situação da ré não se ajusta nas hipóteses elencadas na decisão do STF.

As condições estabelecidas pelo STF são as seguintes: a mulher deve estar grávida ou em estado puerperal, bem como ser mãe de criança (menor de 12 anos) ou deficiente e possuir sua guarda. Além disso, a mulher não pode ter cometido crime de violência e grave ameaça, contra seus descendentes.

Graciele foi suspensa do exercício do poder familiar, com sentença de 1º grau proferida em março de 2017, em razão da gravidade do crime que cometeu. Ou seja, mesmo ela seja solta, o impedimento com relação a filha irá permanecer.

Graciele não detém a guarda da filha, não exerce o poder familiar e é apontada como autora de um crime bárbaro contra uma criança de 11 anos de idade, seu enteado.

Fica evidente que o pleito da madrasta é absurdo. 




da Redação

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