Renomado cientista político conclui: “Essa eleição está viciada”

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A avaliação é do cientista político Antônio Lavareda diante da inédita prorrogação do horário de votação, neste domingo (25), até as 19h. A decisão de estender o prazo partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, e não do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques.

“Kassio e Zanin, juntos, criaram duas categorias de eleitores: o eleitor que vota até as 17h e o que vota até as 19h”, afirma Lavareda.

E advertiu o seguinte:

“Não pode ter eleitor que tenha acesso a uma agenda de nove horas para votar e outro, de 11 horas. Isso é elementar”.

Para ele, a medida atinge “o aspecto de isonomia mais elementar” e torna a eleição “passível de nulidade”.

O cientista político aponta omissão do TSE na fiscalização da oferta de transporte público gratuito aos eleitores.

“O TSE não fez nada antes para supervisionar o direito de transporte público gratuito. Não é deixar para, no dia da eleição, à tarde, reagir. Havia denúncias em curso, que, hoje, com a tecnologia, é possível averiguar”, pontua.

Ele avalia que o tribunal “demorou a reagir, deixou dar cinco horas da tarde”. Sobre a atuação do presidente Kassio Nunes Marques, é categórico:

“A posição dele foi a não posição: a omissão”.

Na avaliação de Lavareda, o resultado da eleição poderá ser contestado judicialmente.

O cientista político também lamenta o provável efeito colateral disso tudo: o desgaste da credibilidade das instituições eleitorais brasileiras. Para ele, a “Justiça Eleitoral está conseguindo jogar fora uma das últimas institucionalidades nossas que orgulham o País diante do mundo”.

da Redação Ler comentários e comentar