Crime no motel: Marido tinha R$ 15 milhões em seguros no nome da vítima

Ler na área do assinante

Siga o Jornal da Cidade Online no Google

Acompanhe as principais notícias do momento direto nos resultados de busca.

Adicionar

Fernando Curti Tavares, de 39 anos, foi preso temporariamente pela Polícia Civil de São Paulo sob a suspeita de assassinar o seu companheiro, um jovem de 21 anos, para receber cerca de R$ 15 milhões em apólices de seguro de vida.

O crime ocorreu na madrugada de 1º de outubro passado na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo.

O suspeito teria matado o jovem, com quem era casado desde junho, para tentar obter os valores das apólices dos seguros de vida da vítima.

Os policiais descobriram que o jovem possuía apólices de seguro de vida em valores que variavam de R$ 2 milhões a R$ 10 milhões em seu nome, com cláusulas especiais que dobravam a indenização em caso de morte acidental. Fernando Tavares era o único beneficiário de todas elas e teria acionado os seguros poucas horas após a constatação da morte do companheiro.

De acordo com os registros policiais, a vítima foi encontrada morta por Fernando Tavares dentro de uma banheira de hidromassagem do motel. O companheiro chegou a acionar o Samu, que constatou a morte do jovem na madrugada do dia 1º de outubro. Inicialmente, a morte foi registrada como acidental.

Durante o atendimento da ocorrência, a Polícia Militar (PM) verificou que Fernando era a única pessoa presente na suíte do motel com a vítima. O casal deu entrada no motel às 22h do dia 30 de setembro e o suspeito efetuou o pagamento de uma pernoite no momento de check in.

Fernando contou aos agentes que ele e o jovem tiveram uma relação sexual dentro da banheira e que, ao fim desta, ele se ausentou do local para tomar um banho no andar de baixo da suíte, que era duplex. Após cerca de 20 minutos, o suspeito retornou e encontrou a vítima desacordada.

No desenrolar das investigações, a polícia constatou que os elementos se mostraram incompatíveis com o relato de Fernando: foi verificado que na suíte do motel, a banheira se localizava em um mezanino separado por um vidro, e que era possível observá-la da porta do banheiro onde o homem tomava banho.

Uma das pessoas ouvidas pela polícia foi a mãe do jovem morto, que declarou que desconhecia qualquer relacionamento amoroso entre os dois, inclusive o casamento, e também não tinha conhecimento sobre os seguros de vida do filho.

Durante o plantão policial, ao saber que seu aparelho celular teria de ser apreendido, Fernando Tavares realizou um reset completo do dispositivo, restaurando-o às configurações de fábrica, movimento que despertou suspeitas para os policiais.

O laudo necroscópico inicial apontou que a morte da vítima decorreu de afogamento, fato que causou estranheza já que a banheira do motel tinha uma profundidade menor que 70 centímetros. Posteriormente, segundo a polícia, foram reveladas lesões de defesa nos dedos, mãos e antebraços do jovem, ferimentos na cavidade oral e infiltrações hemorrágicas profundas no pescoço.

A principal hipótese é de que o jovem tenha sofrido violência física, contenção e compressão cervical antes de ser mantida submersa.

“Os elementos periciais indicam, em tese, uma dinâmica compatível com a imobilização e manutenção da vítima sob a água até a produção do resultado morte”, afirma o documento policial.

Diante dos fatos, a Polícia Civil apontou indícios de homicídio doloso, risco de fuga e comprovada destruição de provas, solicitando a prisão temporária do suspeito, além de busca e apreensão em seu endereço e extração de dados de seus equipamentos eletrônicos. O caso é investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Para não perder nenhum detalhe do que acontece no mundo baixe o APLICATIVO DO JCO. Basta clicar no link abaixo:

https://www.jornaldacidadeonline.com.br/paginas/aplicativo

Você será notificado sempre que algo URGENTE acontecer!

da Redação Ler comentários e comentar