Advogado de Trump faz publicação enigmática e marca Lula e Moraes

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O advogado Martin De Luca, que representa Donald Trump em disputas jurídicas e embates com o Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou a expressão "FAFO" (sigla em inglês para “Fuck Around and Find Out”, “mexeu com quem não devia, agora arque com as consequências”) em publicações nas redes sociais direcionadas a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes.

De Luca marcou o perfil oficial de Lula e de Alexandre de Moraes, acompanhada de uma imagem relacionada a Donald Trump, sugerindo consequências políticas ou jurídicas aos citados.

 A declaração ocorre em meio a uma série de críticas públicas feitas pelo advogado contra decisões do STF, questionamentos sobre o pleito eleitoral brasileiro e o cenário político envolvendo figuras ligadas ao bolsonarismo.

Martin De Luca tem atuado em processos nos Estados Unidos movidos pela Trump Media e pelo Rumble contra medidas de Moraes envolvendo liberdade de expressão e moderação de conteúdo.

De acordo com o advogado, a garantia da democracia depende da preservação da oposição e do devido processo legal no país, independentemente dos resultados das urnas.

“Se o Brasil está retornando ao normal, demonstre isso, Lula e Moraes. Protejam a dissidência legal, permitam desafios eleitorais e justifiquem toda restrição por meio de evidências e devido processo”, declarou.

Ao analisar o cenário político brasileiro, o jurista comparou a atuação das instituições com episódios da história recente da Venezuela, sustentando que o uso de instrumentos judiciais contra opositores compromete a independência institucional.

“A lawfare se torna um meio de consolidação de poder quando os oponentes podem participar de eleições, mas não podem desafiar com segurança aqueles que governam”, argumentou De Luca. 

O advogado destacou ainda que governos estrangeiros e organismos internacionais devem avaliar o respeito às garantias legais e à liberdade de atuação da oposição ao analisarem o contexto do país.

Em sua avaliação sobre os limites do poder público, De Luca concluiu ressaltando que “vencer uma eleição, se é que Lula venceu, conferiria autoridade para governar. Ela não confere autoridade para extinguir a oposição”.

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