Surgem os primeiros números da guerra silenciosa pelo comando do Senado
01/11/2026 às 16:17 Política
A disputa pelo comando do Senado começou praticamente no encerramento do primeiro turno, com o anúncio dos senadores eleitos.
Pela direita, o nome mais habilitado é o do senador Rogério Marinho. Há a digital dele, na eleição de senadores de vários partidos. No primeiro turno, Marinho foi cirúrgico.
Tereza Cristina é o outro nome cogitado. Ela tem DNA no agro. Contudo, dificilmente conseguirá ir muito além dos votos rachados de seu próprio partido, o Progressista. Nem por isso deixa de ser um nome forte no campo da direita.
A soma atual favorece ambos. Se formassem uma chapa, Marinho e Tereza Cristina teriam juntos, por baixo, 48 votos — sete além dos 41 necessários para garantir a vitória.
Alcolumbre, por sua vez, conta com o PT, o PSB, o PDT e parte dos aliados de Lula no Senado. A soma é insuficiente para enfrentar o bloco oposicionista. São apenas 33 os nomes que, até aqui, poderiam apoiar a reeleição do atual presidente do Senado. E esse número ainda pode minguar.
O Republicanos de Hamilton Mourão e Damares Alves pode ser o fiel da balança.
Também pesa nessa equação o poderio do governo de São Paulo, capaz de fazer pender a disputa em favor do bloco oposicionista, com a Câmara preservada para o Republicanos.
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da Redação