Tarcísio dá lição em Boulos: “Divergências não justificam distorcer os fatos”
02/11/2026 às 06:17 Política
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), rebateu neste domingo (1º), as críticas de Guilherme Boulos (Psol) ao aumento do ICMS sobre combustíveis previsto para 2027.
Tarcísio acusou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência de usar “informações distorcidas para fazer ataques políticos” e disse que a decisão foi aprovada por unanimidade no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), inclusive por estados governados pelo PT.
Boulos publicou um vídeo nas redes sociais em que responsabilizou Tarcísio pelo reajuste do imposto sobre o diesel.
A cobrança passará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro a partir de 1º de fevereiro de 2027. O ministro comparou a medida à política federal de subsídios ao combustível.
O aumento foi aprovado em 27 de outubro pelo Confaz, conselho presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. O colegiado reúne representantes das áreas de Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal. A decisão também alcança a gasolina e o gás de cozinha.
Em sua resposta, Tarcísio afirmou que o reajuste não foi uma iniciativa isolada do governo paulista.
“A ratificação dos convênios foi aprovada por unanimidade, inclusive pelos estados governados pelo PT”, disse.
Segundo ele, a cobrança segue a mesma regra nacional em São Paulo, Piauí, Ceará e Bahia.
O governador também comparou as alíquotas gerais de ICMS dos estados. Disse que São Paulo manteve a sua em 18% nos últimos quatro anos, enquanto o Piauí elevou a alíquota para 22,5%, a Bahia para 20,5% e o Ceará para 20%.
Boulos havia usado como contraponto a política do governo Lula (PT), que prorrogou por mais 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel.
O benefício integra as medidas federais para conter os efeitos da instabilidade no mercado internacional de petróleo, em meio à guerra no Irã.
Ao encerrar a resposta, Tarcísio voltou a acusar o ministro de distorcer os fatos para atingir adversários políticos.
“O debate político exige responsabilidade e respeito à verdade. Divergências não justificam distorcer os fatos para atacar adversários”, afirmou.
Disse ainda que “quem ocupa um cargo público tem a responsabilidade de informar a população com seriedade, não de alimentar a desinformação”.
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da Redação