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A direita brasileira tem grandes lideranças, parlamentares combativos, governadores, prefeitos, jovens políticos, jornalistas, comunicadores e influenciadores que desempenham um papel extraordinário na disputa política e cultural do país. Cada um, à sua maneira, contribui para manter vivas as ideias conservadoras e enfrentar a extrema-esquerda. Mas é preciso estabelecer uma verdade que não pode ser relativizada: o líder da direita brasileira é Jair Messias Bolsonaro.
Nem Tarcísio de Freitas, nem Nikolas Ferreira, nem Michelle Bolsonaro, nem o Valdemar da Costa Neto, tampouco os filhos de Bolsonaro. Nenhum deles (nem outros). Por mais relevantes que sejam suas atuações, por maior que seja sua popularidade ou capacidade de mobilização, nenhum ocupa o lugar político e histórico de Jair Bolsonaro. O líder continua sendo ele. E não há sucessão de liderança por conveniência, especulação eleitoral ou vontade de terceiros.
Isso não diminui ninguém. Pelo contrário, reconhecer a liderança de Bolsonaro é também compreender a dimensão de um movimento que ajudou a construir e que hoje reúne milhões de brasileiros.
A direita não precisa diminuir seus protagonistas para reconhecer seu principal líder. Precisa compreender que há espaço para todos, mas que não se pode confundir protagonismo individual com liderança histórica.
Desde 2018, Bolsonaro rompeu a lógica tradicional da política brasileira. Construiu uma identificação direta com o povo, enfrentou estruturas partidárias, contrariou interesses poderosos e colocou em evidência pautas que durante muito tempo pareciam sem representação política.
Foi ele quem deu identidade nacional ao movimento. Foi ele quem transformou uma direita dispersa em uma força política com presença nas ruas, nas redes sociais, no Congresso Nacional e nas disputas eleitorais.
Ao seu redor surgiram e se fortaleceram lideranças importantes.
Tarcísio de Freitas representa uma experiência administrativa relevante e uma liderança expressiva em São Paulo. Nikolas Ferreira tornou-se um dos maiores comunicadores políticos de sua geração. Michelle Bolsonaro tem papel importante na mobilização de mulheres e na representação do segmento conservador. Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro também possuem suas próprias trajetórias e contribuições ao movimento.
No Congresso, nomes como Marcel van Hattem, Guilherme Derrite, Bia Kicis, Gustavo Gayer, André Fernandes, Moro, Seif, Frias, Dallagnol, Jordy, de Toni, Zanatta, Rogério Marinho entre tantos outros desempenham funções importantes na defesa das pautas conservadoras. São parlamentares que ocupam espaços estratégicos, enfrentam adversários e dão sustentação política às ideias da direita. Além de tantas lideranças regionais.
A nova geração também merece reconhecimento. Nikolas Ferreira, Lucas Pavanato, Eduarda Campopiano, André Fernandes e outros jovens demonstram que existe renovação, capacidade de comunicação e disposição para disputar a opinião pública. São protagonistas de uma direita que não pretende entregar às próximas gerações o monopólio do discurso político.
Todos têm seu valor. Todos são importantes. Mas nenhum deles precisa ocupar o lugar de Bolsonaro para ser grande.
Não se pode contar a história da direita brasileira sem reconhecer também o papel da imprensa independente e dos comunicadores conservadores. Nacional e regional.
Alexandre Garcia, Lacombe, Allan dos Santos, Kim Paim, Bárbara Te Atualizei, Ana Paula Henkel, Paulo Figueiredo, Silvio Navarro, Pavinatto e tantos outros enfrentaram o ambiente hostil das disputas narrativas, deram visibilidade a acontecimentos frequentemente ignorados pelos grandes veículos e ajudaram a formar uma audiência politicamente consciente.
O influencer Firmino Cortada que embora não seja jornalista, tem um papel importante no fortalecimento do conservadorismo.
Com estilos diferentes, em plataformas distintas e nem sempre com as mesmas opiniões, esses comunicadores contribuíram para romper o monopólio da narrativa política da extrema-esquerda lulopetista.
A imprensa conservadora não é um apêndice da política. É parte fundamental da resistência cultural e da disputa pela opinião pública.
Mas também precisa compreender que sua força está na pluralidade, na responsabilidade e na capacidade de defender princípios, não em fabricar sucessores ou disputar artificialmente a liderança de Bolsonaro.
A trajetória de Jair Bolsonaro também é marcada por traições. Desde 2018, aliados circunstanciais, antigos companheiros e personagens que cresceram politicamente sob sua liderança tomaram caminhos diferentes quando os interesses pessoais falaram mais alto.
Bolsonaro conheceu a ingratidão de perto. E a direita precisa aprender com essa história.
Também é necessário enfrentar, com honestidade, os erros cometidos dentro do próprio movimento. E houveram.
A direita não pode ser refém de aventureiros, conspiradores de ocasião ou falsos líderes que aparecem nos momentos de mobilização e desaparecem quando chega a hora de tomar decisões e assumir responsabilidades.
A liberdade e a anistia aos presos políticos do 8 de janeiro (incluindo Jair Bolsonaro), dentro de uma solução que respeite a Constituição e as garantias individuais, permanecem entre as bandeiras centrais do bolsonarismo.
Lembrando que alguns presos políticos do 8 de janeiro ja faleceram e seus familiares devem ser alcançados pela anistia póstuma.
Hoje, a tentativa de apagar Jair Bolsonaro da história política brasileira ultrapassa a disputa eleitoral.
O lulopetismo e setores do Supremo Tribunal Federal representam hoje os principais adversários políticos e institucionais de Bolsonaro e seus apoiadores. A prisão do ex-presidente e as restrições impostas à sua comunicação são provas de que estão tentando silenciar não apenas um homem, mas tudo aquilo que ele representa.
Bolsonaro cumpre atualmente prisão domiciliar, sob medidas restritivas determinadas pelo STF, sem haver cometido um crime sequer. Além de ter sido julgados por juízes sabidamente inimigos.
É nesse contexto cabe relembrar a expressão histórica "damnatio memoriae".
Na Roma antiga, essa expressão designava a condenação da memória de alguém, uma tentativa de apagar sua existência e sua importância da história.
É exatamente contra esse tipo de apagamento que os bolsonaristas precisam se posicionar. Não se trata de impedir críticas, esconder erros ou transformar qualquer liderança em figura intocável. Trata-se de não aceitar que a história de um movimento seja reescrita pela vontade de seus adversários.
Bolsonaro pode ser criticado, contestado e cobrado. Mas não pode ser apagado.
A direita tem muitos protagonistas. O líder é um só.
Somos milhões de bolsonaristas anônimos que comungam de seus valores, ideias e princípios.
Registre-se que os 60 milhões de votos confiados a Flávio e a tantos outros candidatos (eleitos ou não) foram, em sua maioria, à pedido do Jair.
A grandeza de um movimento político não está em produzir uma coleção de pequenos líderes disputando espaço entre si. Está em reunir diferentes capacidades em torno de princípios e de um projeto comum.
Milhões de anônimos, nos quais me incluo, têm também contribuições que não podem ser desprezada.
Ninguém precisa ser diminuído para que Jair Bolsonaro seja reconhecido.
O que não podemos permitir é que a disputa por espaços, projetos eleitorais, vaidades pessoais ou interesses circunstanciais fragmente aquilo que foi construído com tanto esforço.
A direita brasileira não nasceu em 2018, mas foi com Jair Bolsonaro que encontrou uma liderança capaz de lhe dar dimensão nacional, identidade popular e força eleitoral.
Bolsonaro está vivo. Sua história está viva. Suas ideias estão vivas. E sua liderança não depende de autorização de adversários, de sucessores autoproclamados ou de pesquisas de ocasião.
A direita pode ter muitos nomes, muitos talentos e muitas vozes. Precisa de renovação, organização e unidade. Mas não pode perder a referência de quem a conduziu até aqui e continuará conduzindo.
O líder é Jair Messias Bolsonaro!
E quem reconhece sua importância histórica não tem o direito de permitir que a história seja apagada.
Henrique Alves da Rocha
Coronel da Polícia Militar do Estado de Sergipe.













