
A conta do PL para chegar à presidência do Senado

03/11/2026 às 09:19 Política

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O PL acredita que está próximo de conseguir o número mínimo de senadores para eleger o próximo presidente do Senado, em fevereiro do ano que vem. Uma coerente análise do jornalista Wilson Lima, publicada originalmente no site O Antagonista confirma essa possibilidade.
Nas contas de integrantes da sigla, na largada, eles teriam em torno de 39 votos de aliados, faltando apenas três para liquidar a fatura. A expectativa é que o partido lance a candidatura de Rogério Marinho (RN) ainda nesta quarta-feira (4).
Nessa conta estão, por exemplo, 28 votos do próprio PL. Um vigésimo nono, o do senador Eduardo Gomes (PL-TO), é dúvida. Durante o final de semana, circulou a informação de que ele estaria de malas prontas para o PSD de Gilberto Kassab. Nem o PSD, nem o próprio Gomes confirmam, ao menos por enquanto, a mudança.
Nessa lista, o PL também conta com dois votos do PP: um do senador eleito Guilherme Derrite (SP) e outro de Tereza Cristina (MS), que também pretende disputar a presidência da Casa.
Além dos 30 votos de PL e PP, o partido conta com pelo menos cinco votos do Republicanos: Damares Alves (DF), Alan Rick (AC), Evair de Mello (ES), Hamilton Mourão (RS) e Mara Rocha (AC).
A esses votos também se somam os três do partido Novo: Deltan Dallagnol (PR), Lahesio Bonfim (Novo) e Marcel Van Hattem (RS).
Na semana passada, o senador do MDB de SE Alessandro Vieira já deixou claro na tribuna que não votará em Davi Alcolumbre para a presidência do Senado. Assim, são pelo menos 39 votos a favor de um candidato da oposição.
Outros nomes ainda são apontados como possíveis votos para Marinho, embora não haja uma certeza absoluta de que eles poderiam integrar a oposição como no caso de Styvenson Valentim (Podemos), por exemplo. Outra possibilidade é o senador Mauro Mendes (União). Apesar de ele integrar o partido do atual presidente do Senado, e do próprio partido ter fechado questão pró-Alcolumbre, há dúvidas se ele irá acatar a orientação partidária.
Outro nome que é ventilado para a base oposicionista a Alcolumbre é Gracinha Caiado (União), esposa de Ronaldo Caiado, que disputou a presidência da República e fez palanque para Flávio Bolsonaro na reta final da campanha deste ano.
Cálculos ainda mais otimistas preveem entre 48 e 49 votos para Rogério Marinho.
É uma conta possível.
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