O fanatismo woke contra a deputada estadual mais bem votada de São Paulo com quase 2 milhões de votos

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A ação do MP contra Eduarda Campopiano, a deputada mais votada de SP, com quase 2 milhões de votos, apenas demonstra a infiltração e disseminação do mal totalitário que representa a distorção da visão de mundo woke.

O que fez a deputada?

Disse que Erika Hilton é um homem biológico.

E o que fez o MP?

Considerou que essa fala não se enquadra na liberdade de expressão parlamentar (mesmo que conste na Constituição a proteção sobre "quaisquer" palavras emitidas por um parlamentar), considera uma "ofensa transfóbica", pede multa de 100 mil reais, retratação pública e ainda obrigá-la a frequentar um curso de "letramento" sobre diversidade de gêneros.

Percebem a gravidade do descolamento da realidade da mente colonizada deste promotor?

É mentira que Erika é um homem biológico?

Ela pode se considerar mulher, mas isso faz dela uma "mulher trans", nunca uma mulher biológica.

Por que é importante que essa diferença seja demarcada?

Pelo simples motivo que apreendemos a realidade a partir da linguagem. Se a linguagem não for capaz de descrever o real, não terá utilidade. Será apenas um meio de engano, sofisma e desorientação, nunca de aprendizado e crescimento.

Até nossa legislação prevê como passível de anulação de casamento o que o legislador chamou de "erro essencial de pessoa".

O ilustríssimo promotor deveria saber disso.

Se uma transexual casar com um homem dizendo apenas ser uma mulher, escondendo seu passado, sua história e sua condição biológica, esse casamento poderá ser anulado por ter sido realizado induzindo um dos cônjuges ao erro essencial de pessoa.

O que o promotor pede, em última instância?

Que a deputada minta, ou pelo menos distorça a realidade, o que dá no mesmo.

Que atropele as leis, a partir de um suposto crime criado por uma minoria barulhenta, a "transfobia".

Mesmo que nada houvesse de ofensivo na fala da parlamentar. Apenas a constatação óbvia da realidade.

Pior do que isso:

Quer proibir a deputada de pensar e até legislar, pois tenta obrigá-la a passar por 'cursos" de doutrinação e lavagem cerebral.

Um promotor tenta cercear os direitos de uma parlamentar em uma suposta defesa dos direitos de uma minoria.

E se a parlamentar quiser defender um projeto de lei que obrigue o registro nos documentos que a pessoa se trata de uma transexual e não de uma mulher, não pode?

É "transfobia"?

E esse texto que escrevo, é crime?

Apenas por refletir sobre essa questão?

Isso é defesa de direitos de minoria ou imposição de censura?

Imposição de uma ideologia?

Agenda política de uma seita fanática, autoritária e totalitária?

E se a grande maioria de nosso povo compartilhar os mesmos valores da deputada perseguida?

A votação recorde que ela teve comprova que não está sozinha.

Mas trata-se de uma maioria silenciosa, pacifica e politicamente desorganizada.

Essa maioria terá que submeter-se a uma minoria barulhenta, autoritária e politicamente instrumentalizada?

Seria "democrático" uma maioria que compartilha valores tradicionais milenares ser obrigada a aceitar "valores" criados por uma seita ideológica recente, que tenta subverter valores civilizacionais fundamentais básicos?

A divergência aqui não é sobre respeito aos direitos humanos.

Todos devem ser respeitados.

Homens, mulheres e transexuais.

Mas, como dizia o sábio Falcão:

"Homem é homem, menino é menino e macaco é macaco".

Espero não ser perseguido, atacado, nem preso.

Com todo meu respeito e consideração aos trans.

Pedro Possas

Médico.

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