
O fanatismo woke contra a deputada estadual mais bem votada de São Paulo com quase 2 milhões de votos

04/11/2026 às 08:54 Opinião

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A ação do MP contra Eduarda Campopiano, a deputada mais votada de SP, com quase 2 milhões de votos, apenas demonstra a infiltração e disseminação do mal totalitário que representa a distorção da visão de mundo woke.
O que fez a deputada?
Disse que Erika Hilton é um homem biológico.
E o que fez o MP?
Considerou que essa fala não se enquadra na liberdade de expressão parlamentar (mesmo que conste na Constituição a proteção sobre "quaisquer" palavras emitidas por um parlamentar), considera uma "ofensa transfóbica", pede multa de 100 mil reais, retratação pública e ainda obrigá-la a frequentar um curso de "letramento" sobre diversidade de gêneros.
Percebem a gravidade do descolamento da realidade da mente colonizada deste promotor?
É mentira que Erika é um homem biológico?
Ela pode se considerar mulher, mas isso faz dela uma "mulher trans", nunca uma mulher biológica.
Por que é importante que essa diferença seja demarcada?
Pelo simples motivo que apreendemos a realidade a partir da linguagem. Se a linguagem não for capaz de descrever o real, não terá utilidade. Será apenas um meio de engano, sofisma e desorientação, nunca de aprendizado e crescimento.
Até nossa legislação prevê como passível de anulação de casamento o que o legislador chamou de "erro essencial de pessoa".
O ilustríssimo promotor deveria saber disso.
Se uma transexual casar com um homem dizendo apenas ser uma mulher, escondendo seu passado, sua história e sua condição biológica, esse casamento poderá ser anulado por ter sido realizado induzindo um dos cônjuges ao erro essencial de pessoa.
O que o promotor pede, em última instância?
Que a deputada minta, ou pelo menos distorça a realidade, o que dá no mesmo.
Que atropele as leis, a partir de um suposto crime criado por uma minoria barulhenta, a "transfobia".
Mesmo que nada houvesse de ofensivo na fala da parlamentar. Apenas a constatação óbvia da realidade.
Pior do que isso:
Quer proibir a deputada de pensar e até legislar, pois tenta obrigá-la a passar por 'cursos" de doutrinação e lavagem cerebral.
Um promotor tenta cercear os direitos de uma parlamentar em uma suposta defesa dos direitos de uma minoria.
E se a parlamentar quiser defender um projeto de lei que obrigue o registro nos documentos que a pessoa se trata de uma transexual e não de uma mulher, não pode?
É "transfobia"?
E esse texto que escrevo, é crime?
Apenas por refletir sobre essa questão?
Isso é defesa de direitos de minoria ou imposição de censura?
Imposição de uma ideologia?
Agenda política de uma seita fanática, autoritária e totalitária?
E se a grande maioria de nosso povo compartilhar os mesmos valores da deputada perseguida?
A votação recorde que ela teve comprova que não está sozinha.
Mas trata-se de uma maioria silenciosa, pacifica e politicamente desorganizada.
Essa maioria terá que submeter-se a uma minoria barulhenta, autoritária e politicamente instrumentalizada?
Seria "democrático" uma maioria que compartilha valores tradicionais milenares ser obrigada a aceitar "valores" criados por uma seita ideológica recente, que tenta subverter valores civilizacionais fundamentais básicos?
A divergência aqui não é sobre respeito aos direitos humanos.
Todos devem ser respeitados.
Homens, mulheres e transexuais.
Mas, como dizia o sábio Falcão:
"Homem é homem, menino é menino e macaco é macaco".
Espero não ser perseguido, atacado, nem preso.
Com todo meu respeito e consideração aos trans.
Pedro Possas
Médico.







