
NOVO rechaça Hugo Motta e tem outro plano para a presidência da Câmara (veja o vídeo)

03/11/2026 às 21:01 Política

Siga o Jornal da Cidade Online no Google
Acompanhe as principais notícias do momento direto nos resultados de busca.
Enquanto partidos de esquerda e do Centrão se articulam pela reeleição do atual presidente, legenda descarta acordo e sinaliza disposição de disputar o comando da Casa.
Em meio às articulações para a eleição da presidência da Câmara dos Deputados, marcada para fevereiro de 2027, o partido NOVO mantém sua posição contrária à recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB), mesmo diante da formação de uma ampla aliança parlamentar em torno do atual presidente.
A posição foi reafirmada pelo deputado federal Gilson Marques (NOVO-SC), que declarou ser unânime dentro da legenda a rejeição à reeleição de Motta. O partido também avalia apresentar uma candidatura própria para disputar o comando da Câmara.
A movimentação ocorre em um cenário no qual Hugo Motta já conquistou o apoio de partidos do Centrão e da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que anunciou oficialmente sua adesão em 27 de outubro.
A decisão do NOVO tem consequências políticas. Na Câmara, a formação dos blocos parlamentares influencia diretamente a distribuição dos cargos da Mesa Diretora e das presidências das comissões permanentes. Permanecer fora das principais alianças pode reduzir o acesso da legenda a esses espaços.
O contraste aparece especialmente nas movimentações do PL, que terá a maior bancada da Câmara em 2027, com 121 deputados. O partido discute a possibilidade de apoiar Motta para preservar posições estratégicas na estrutura legislativa, embora parte de seus parlamentares defenda uma candidatura alternativa.
Para o NOVO, a manutenção da oposição representa uma escolha política que privilegia a independência em relação ao atual comando da Câmara, mesmo diante dos custos institucionais dessa decisão.
Entre os nomes mencionados para uma eventual candidatura própria estão Jeffrey Chiquini, Luiz Lima e Adriana Ventura. A escolha, entretanto, ainda depende de uma definição interna.
A disputa evidencia um dos principais dilemas da política parlamentar brasileira: até que ponto os partidos devem negociar espaços de poder para ampliar sua influência legislativa e quando devem preservar posições de oposição, mesmo diante de possíveis perdas?
Ao descartar o apoio a Hugo Motta, o NOVO deixa clara sua posição nessa disputa. Resta saber como essa estratégia se traduzirá em atuação parlamentar na legislatura que começa em fevereiro de 2027.
Veja o vídeo:
Emílio Kerber Filho
Jornalista e escritor.











