
Delegado de elite preso pela PF teria lucrado R$ 15 milhões com a venda de cocaína desviada

04/11/2026 às 18:57 Polícia

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O delegado de elite da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Hoffmans D’Ávila, alvo da Polícia Federal, nesta quarta-feira (4), teria lucrado cerca de R$ 15 milhões com venda de cocaína desviada.
Hoffmans D’Ávila teria vendido cerca de duas toneladas de cocaína desviadas do depósito da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), por valores entre R$ 8.500 e R$ 10.500 por quilo, obtendo ao menos cerca de R$ 15 milhões.
A Operação Ifrit investiga uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a facções criminosas, com participação de policiais civis, policiais militares de Mato Grosso do Sul e um PRF (policial rodoviário federal) de outro estado.
O nome Ifrit dado a operação é uma referência a um demônio de fogo da mitologia árabe, conhecido por sua força colossal, astúcia e crueldade.
As forças de segurança escolheram essa denominação devido às características da própria organização criminosa investigada pela Polícia Federal. O grupo era classificado como ultraviolento, utilizando armamento pesado, drones, carros blindados e QGs (quartéis-generais) para confrontar rivais e o Estado
Assim como o ser mitológico associado ao fogo e à força bruta, a facção usava táticas de terror, incluindo sequestros, torturas, atentados e homicídios para manter o controle territorial na fronteira (entre Ponta Porã/MS e Pedro Juan Caballero, no Paraguai).
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