Ex-governador petista é acusado de “assédio” a crianças, alega mal entendido e ex-ministra se posiciona

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A Polícia Civil do Distrito Federal abriu investigação sobre a suspeita de assédio contra crianças envolvendo o deputado federal eleito e ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PT).

Segundo a ocorrência, indivíduos denunciaram um motorista que estaria realizando gestos e chamando crianças que jogavam bola na rua perto de um centro olímpico para entrarem em seu carro.

“Ao ser questionado pelos presentes, o condutor teria afirmado ser policial, supostamente com o objetivo de intimidar as pessoas que estavam no local”, diz a Polícia Militar.

O caso ocorreu em Santa Maria, região administrativa do Distrito Federal, no começo da noite de segunda-feira (2), feriado de Finados. O político foi encaminhado pela PM à delegacia. Em uma primeira manifestação, a PM informou à imprensa que Coutinho havia sido detido.

O registro na PCDF detalha que a PM levou o ex-governador à unidade e informou que um senhor no interior do carro estaria fazendo gestos de coração com as mãos para as crianças que estavam jogando bola.

“As partes envolvidas foram ouvidas e liberadas após prestarem os devidos esclarecimentos na delegacia”, explica a Polícia Civil.

Em nota, a defesa do deputado eleito rebateu as suspeitas.

“O que realmente aconteceu é que Ricardo foi vítima de uma tentativa de golpe e extorsão, enquanto levava seu enteado menor para jogar futebol de salão na vila olímpica”.

E prossegue a defesa:

“No local, um jovem o abordou de forma agressiva, fez ameaças e insinuou falsamente que Ricardo estaria acenando para crianças que estavam próximos ao carro, em clara tentativa de intimidá-lo. Diante da gravidade, Ricardo reagiu, chamou a Polícia Militar e registrou ocorrência. Em seguida, foi à delegacia e prestou depoimento”, diz a defesa, diferentemente do informado pela PM, que disse que o conduziu à delegacia.

Diante da situação, a ex-ministra e atual senadora Damares Alves fez a seguinte manifestação:

“Diante das notícias sobre a ocorrência envolvendo o ex-governador da Paraiba  Ricardo Coutinho (PT), aqui no Distrito Federal, quero deixar uma coisa muito clara: quando uma criança relata uma situação que pode representar uma ameaça à sua segurança, ela precisa ser ouvida, acolhida e levada a sério.
Não podemos desacreditar uma criança antes mesmo de escutá-la!
Esses relatos merecem toda a atenção das autoridades. É preciso garantir uma escuta adequada, proteger as crianças de qualquer exposição e investigar os fatos com rigor.
Isso não significa condenar antecipadamente. Todos têm direito à defesa. Mas a proteção das crianças precisa vir em primeiro lugar.
Confio no trabalho da Polícia Civil do Distrito Federal e vou acompanhar essa investigação de perto.
Não importa quem esteja envolvido ou qual cargo tenha ocupado. A lei deve valer para todos. E nenhuma criança pode ficar desprotegida.”

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