Câmara barra impeachment e reviravolta acontece no Governo do Paraguai!

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A Câmara dos Deputados do Paraguai rejeitou, nesta quinta-feira (5), a abertura de um processo de impeachment contra o vice-presidente Pedro Alliana, integrante do Partido Colorado. A proposta recebeu 30 votos favoráveis ao afastamento e 48 contrários, permitindo que ele permaneça no cargo em meio à crise política que atinge o país.

A votação ocorreu em um momento de forte instabilidade institucional, após o presidente Santiago Peña apresentar um pedido de renúncia. A decisão do chefe do Executivo interrompeu a sessão parlamentar que analisaria a abertura de um processo de impeachment contra ele.

Peña enfrenta acusações relacionadas à crise financeira envolvendo o Banco Ueno, instituição dissolvida na terça-feira (3/11), episódio que deixou milhares de paraguaios sem acesso aos recursos depositados em suas contas. O presidente também teria mantido participação acionária no grupo controlador do banco até o ano passado.

Com o pedido de renúncia apresentado, a decisão sobre o afastamento de Peña passa agora ao Congresso paraguaio. Para que a solicitação seja aprovada ou rejeitada, será necessária a obtenção de maioria nas duas Casas legislativas.

No caso de Pedro Alliana, as acusações apresentadas durante a tentativa de impeachment envolviam uma suposta atuação para oferecer respaldo legislativo ao grupo financeiro em meio à crise. Ele também foi questionado por endossar a destinação de recursos de fundos de pensão e por não agir diante de alertas sobre operações de crédito concedidas a empresas ligadas aos controladores do banco.

Alliana e Peña pertencem à Associação Nacional Republicana, conhecida como Partido Colorado. Apesar de integrarem a mesma legenda, a bancada partidária manifestou apoio ao processo de impeachment contra o atual presidente.

Com a rejeição da abertura do processo contra o vice-presidente e a renúncia de Peña ainda dependendo de análise parlamentar, Pedro Alliana poderá assumir o comando do Paraguai, caso a saída do atual chefe do Executivo seja formalmente aprovada.

da Redação
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