
“Vorcaro paraguaio”, fundador do Ueno Bank é preso e os detalhes de sua trajetória vem à tona

06/11/2026 às 07:13 Internacional

Siga o Jornal da Cidade Online no Google
Acompanhe as principais notícias do momento direto nos resultados de busca.
Na realidade a história do Grupo Vázquez, acionista majoritário do Ueno Bank, teve início em 1945, quando o avô do empresário Federico Miguel Vázquez Villasanti, de 36 anos, conhecido como Miguel Vázquez, tido como o "Vorcaro paraguaio", inaugurou uma oficina mecânica em Assunção, capital do país.
Décadas depois, em 1984, o pai de pai Miguel Vázquez fundou a Credicentro, empresa que se tornaria a base do atual conglomerado financeiro.
Miguel assumiu o cargo de CEO da Credicentro em 2008, aos 18 anos, segundo informações de seu perfil no LinkedIn. Em 2022, a companhia passou a se chamar Ueno Holding, consolidando a expansão dos negócios da família.
Atualmente, Vázquez é fundador e principal acionista do Ueno Bank e comanda um grupo que reúne mais de 20 empresas e emprega mais de 5.500 colaboradores. Em seu site institucional, o conglomerado afirma registrar um faturamento diário superior a US$ 1 milhão.
A expansão do Ueno Bank também colocou o empresário no centro de uma crise política no Paraguai, que envolve o governo do presidente Santiago Peña.
Vázquez está preso preventivamente no Paraguai. A Justiça do país investiga o empresário por suspeitas de crimes contra o patrimônio de cidadãos e de entidades dos setores público e privado.
A defesa afirma que o empresário está colaborando com as autoridades e pede que ele cumpra a prisão em regime domiciliar. Até o momento, não há informações sobre uma decisão judicial a respeito do pedido.
Na quarta-feira (4), autoridades paraguaias realizaram uma operação na residência de Vázquez, em Assunção. Durante a ação, os agentes encontraram nove veículos na garagem: sete automóveis de alto padrão e duas picapes pretas. Segundo a própria polícia, o conjunto está avaliado em aproximadamente US$ 1,4 milhão.
A operação também chamou a atenção por um detalhe inusitado: relatos apontam que um unicórnio gigante estava em um corredor próximo ao quarto do empresário.
As investigações também identificaram operações de crédito com indícios de irregularidades envolvendo empresas diretamente ligadas ao banqueiro.
Há cerca de dois meses, Vázquez compartilhou em uma rede social uma carta em resposta a questionamentos sobre a regularidade das operações do Ueno Bank.
No documento, a instituição afirmou atuar dentro das regras do sistema financeiro paraguaio e disse ser acompanhada por órgãos reguladores, agências de classificação de risco e agentes do mercado financeiro nacional e internacional.
A manifestação também questionava as críticas direcionadas ao banco:
“Por que tanta insistência em desacreditar o Ueno?”.
Vázquez permanece preso preventivamente enquanto as investigações prosseguem.
Para não perder nenhum detalhe do que acontece no mundo baixe o APLICATIVO DO JCO. Basta clicar no link abaixo:
https://www.jornaldacidadeonline.com.br/paginas/aplicativo
Você será notificado sempre que algo URGENTE acontecer!











