Rede de lojas do RJ pede arrego à Justiça e entra com pedido de recuperação judicial por dívida de R$ 164,1 milhões

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A rede de materiais de construção Chatuba busca renegociar uma dívida de R$ 164,1 milhões por meio de um processo de recuperação judicial que tramita na 1ª Vara Cível de Nilópolis, na Baixada Fluminense. O procedimento envolve a Fornecedora Chatuba de Nilópolis S.A. e a CTA Distribuidora Ltda., responsáveis pela operação varejista e pela distribuição do grupo, respectivamente.

Do total declarado pela companhia, R$ 132,3 milhões correspondem a dívidas sujeitas à recuperação judicial. Outros R$ 31,7 milhões são classificados como extraconcursais e estão vinculados ao Banco Daycoval. O processamento da recuperação foi deferido pela Justiça fluminense em julho deste ano, após uma tentativa anterior de renegociação extrajudicial com credores.

A maior parte do passivo submetido ao processo está concentrada em dívidas quirografárias, que somam R$ 126,2 milhões. Entre os principais credores estão Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco ABC Brasil, Banco Safra e Sicredi, além de titulares de debêntures.

As dívidas trabalhistas chegam a R$ 5,1 milhões e envolvem 161 funcionários e ex-funcionários. Já os débitos com microempresas e empresas de pequeno porte somam aproximadamente R$ 946 mil.

Segundo a companhia, a crise financeira foi provocada por uma combinação de fatores econômicos e concorrenciais. Entre eles estão a retração do mercado de materiais de construção depois do aumento das vendas durante a pandemia, os juros elevados e a redução do poder de compra das famílias.

O grupo também aponta a abertura de cinco lojas no modelo de atacarejo de materiais de construção na área de influência da rede entre o fim de 2024 e o início de 2025. A concorrência com preços mais baixos teria provocado uma queda no faturamento.

De acordo com a empresa, a redução das receitas comprometeu os pagamentos a fornecedores, que passaram a restringir o crédito e limitar o abastecimento de algumas linhas de produtos. A situação agravou as dificuldades de caixa.

Antes de entrar com o pedido judicial, a Chatuba tentou renegociar os débitos por meio de uma mediação conduzida pelo Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA). Foram firmados acordos com praticamente todos os principais credores financeiros, mas uma operação prevista para reforçar o caixa não se concretizou, inviabilizando o cumprimento do cronograma de pagamentos.

Fundada em 1962, em Nilópolis, a Chatuba mantém atualmente 13 lojas de grande porte e um centro de distribuição. A rede tem unidades em Nilópolis, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Belford Roxo, Duque de Caxias, São Gonçalo e Niterói, além de mais de 800 funcionários diretos.

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