Juiz que combateu o tráfico com mãos de ferro, pode ter “herdeiro” de Delcídio como vice

Saber escolher bons parceiros é de fundamental importância no atual momento da política nacional.

O sofrido estado de Mato Grosso do Sul, tão dilapidado por uma classe política extremamente corrupta, caminha para ser resgatado por um juiz federal aposentado que se notabilizou por seu trabalho abnegado, eficiente e destemido no combate ao tráfico de drogas.

Odilon de Oliveira já manifestou sua disposição em ser candidato e trabalha efetivamente para definir nomes que comporão a sua chapa. De antemão, assegura que não quer ao seu lado nenhum político ‘ficha suja’.

Perfeito. É um parâmetro que deve, no entanto ser ampliado.

Cogita-se que o médico Ricardo Ayache, ‘herdeiro’ do ex-senador Delcídio do Amaral, cria política e seguidor, poderá ser o vice na chapa do juiz. Será um erro fatal.

Ayache surgiu no cenário político como filhote do ex-senador Delcídio do Amaral.

Filiou-se ao PT e foi candidato ao senado na chapa do padrinho político.

Derrotado nas urnas e percebendo a decadência do PT, Ayache mudou de partido logo após o pleito e tentou construir uma imagem de gestor competente a frente da presidência da milionária Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems).

Recentemente, ao menos a imagem de ‘gestor competente’ caiu por terra.

A Cassems - a entidade que ele dirige - recebeu a visita da Polícia Federal.

Fraudes em licitações, superfaturamento e desvio de material utilizado em tratamento de cardiopatias.

Segundo a PF o grupo criminoso atuava no setor de hemodinâmica, para diagnósticos e tratamentos cardíacos.

Não há por enquanto, nenhuma evidência da participação de Ayache no esquema criminoso. Porém, deve-se observar que a quadrilha atuava no desvio de material utilizado em tratamento de cardiopatias. Ayache é médico cardiologista.

Caso seja realmente inocente, no mínimo é um gestor displicente e extremamente incompetente.

Então, juiz Odilon, não basta tão somente ser ficha limpa, tem que ter competência e estar acima de qualquer suspeita.




Lívia Martins

Articulista e repórter
livia@jornaldacidadeonline.com.br

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