Herança de empresário que morreu em acidente com Rick vira alvo de ‘guerra’ judicial
08/11/2026 às 07:18 Direito e Justiça
A morte do empresário Bruno Avelar, uma das vítimas do acidente de helicóptero que também tirou a vida do cantor Rick Sollo, em setembro deste ano, ganhou um novo capítulo envolvendo a viúva, Livia Avelar, a ex-esposa dele, Claudia Guimarães, e a herança deixada por ele.
Bruno Avelar se divorciou de Claudia em 2025, quando a partilha de bens foi homologada pela Justiça, após 17 anos de união. Posteriormente, o empresário casou com Livia sob o regime de separação total de bens. Deste modo, após a morte do empresário, o patrimônio dele tornou-se objeto de inventário, que tem como herdeiros a viúva e os dois filhos menores que teve com a ex-esposa.
Na última sexta-feira (6/11), o escritório Aníbal Monteiro Advogados afirmou que Claudia estaria perseguindo a Livia nas redes sociais e expondo informações protegidas por segredo de Justiça.
"O divórcio do ex-casal (Bruno e Cláudia), inclusive a partilha de bens, foi resolvido por acordo homologado em juízo, com trânsito em julgado", afirma o escritório, que contesta a rediscussão de questões patrimoniais já decididas.
Segundo os representantes de Livia, as manifestações atribuídas à Claudia podem, em tese, configurar crimes de perseguição e exercício arbitrário das próprias razões. Eles afirmam ainda que preservaram provas e pretendem buscar a responsabilização pelas condutas apontadas.
"Serão ajuizadas as ações judiciais cabíveis, pois o Poder Judiciário é o palco correto para discutir direitos e suas violações", disse a defesa de Livia.
Por sua vez, Claudia Guimarães confirmou à jornalista Alexia Alcantarino, do portal LeoDias, a existência de uma ação judicial relacionada ao inventário de Bruno Avelar e à gestão de sete empresas. Ela afirmou, porém, que não se trata de uma disputa judicial com a viúva de seu ex-marido.
"Entretanto, é extremamente importante eu esclarecer que não se trata de uma disputa patrimonial entre mim e a viúva", declarou Claudia, que chamou atenção para o momento em que o processo teria sido iniciado: "O que posso dizer é que, conforme meu conhecimento, a ação foi ajuizada na madrugada seguinte ao sepultamento do pai dos meus filhos".
Sem revelar detalhes do processo, Claudia reforçou que sua prioridade é preservar a integridade emocional de seus filhos e assegurar que seus direitos sejam respeitados.
"Eu posso abrir mão de muitas coisas que dizem respeito a mim. Mas não posso abrir mão daquilo que é direito dos meus filhos", afirmou.
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da Redação