Não foi crime político...

A solução está próxima, mas não irá agradar o PSOL e nenhum outro partido daqueles que se dizem de esquerda, notadamente o PT, afoito para tirar vantagem de mais um cadáver.

Infelizmente, no momento o que interessa não é desvendar o crime, é tirar proveito político.

Mais do que isso, PSOL, PT e afins vão continuar sustentando que foi ‘crime político’, não importa que solução seja apresentada.

Na realidade, isto já havia sido definido antes de Marielle morrer.

A esquerda estava ansiosa e aguardava há muito por um cadáver que pudesse representar uma nova bandeira.

Esse cadáver foi Marielle, mero acaso.

O PSOL sabe no entanto, que não obstante ser dona de uma história de vida admirável - mulher, negra e favelada, que estudou, conquistou posições e um mandato eletivo com a 5ª maior votação do Rio de Janeiro - a vereadora não tinha nenhuma frente de briga política que pudesse resultar no crime.

Marielle nunca recebeu qualquer tipo de ameaça e nunca teve qualquer desafeto no meio político.

Era tão somente uma parlamentar combativa, que defendia suas convicções, que realizava um trabalho social, mas que não incomodava ninguém.

O fato de Marielle ocupar a relatoria da comissão criada na Câmara do Rio para acompanhar a intervenção federal não significa absolutamente nada. Ela estava há apenas duas semanas na função, não havia produzido absolutamente nada que pudesse incomodar quem quer que seja.

O acerto foi outro.

Amanda Acosta

Articulista e repórter
amanda@jornaldacidadeonline.com.br

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