O retrato que o Supremo Tribunal Federal oferece ao povo brasileiro

Ao aceitar discutir o mérito de um habeas corpus incabível, negando assim o entendimento anterior do próprio STF, a nossa Suprema Corte não só apequenou-se mais ainda. Ela evaporou, fazendo também evaporar qualquer resquício de decência e moral que poderia se esperar da instituição e seus membros.

Na quarta-feira (21) ouvimos a fala eloquente do Ministro Barroso contra as atitudes do seu coleguinha de ginásio, o Ministro Gilmar, onde em altos berros afirmava que ele, Gilmar, sozinho desmoralizava o STF.

Nesta quinta-feira (22) tivemos a prova do contrário. Ou foi um Ledo engano do Barroso ou foi pura incapacidade de autocrítica e de avaliação em relação ao que é hoje o STF enquanto quadrilha togada. Está certo que o Gilmar é o mais gordo e o mais imundo entre os porcos, mas ele não está sozinho. Naquele chiqueiro fétido e imundo os porcos que fazem do STF uma lambança sem precedentes são maioria.

E a tal ponto que a única citação que pode, hoje, definir de forma clara e inequívoca o antro em que se transformou o STF, é aquela proferida pelo grande Ruy Barbosa, que diz: "De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto."

A cada dia os brasileiros perdem mais a esperança. Porém, a minha maior mágoa é que muito antes de terem perdido a esperança, perderam a coragem... ou nunca tiveram.

Sim... o brasileiro é aquele povo frouxo e covarde, que tenta dissimuladamente dizer que não se trata de covardia e sim de "pacifismo".

Se o brasileiro tivesse sangue humano dentro das veias, e não essa mistura de cerveja, cachaça, carnaval, bunda de fora e futebol, já teria invadido aquela merda lá e deposto esses crápulas, botando todos eles pra fora, e que saíssem de pé ou deitados, andando, arrastando ou carregados.

Mas como é que aquela personagem da TV dizia mesmo hein? Ah... "O brasileiro é tão bonzinho..."

Mais de Marcelo Rates Quaranta

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