Parece Que Bebe - O engatinhar de um povo que um dia se levantará

Quem pediria "tolerância" dum sujeito inerte?

Hoje, 3 de abril de 2018, é um dia importante para todos os brasileiros, para as Instituições que compõem o Estado brasileiro, para o contingente de cidadãos que lhe dão vida pelo trabalho, e alma pela natureza e direção que deliberam tudo na gestão da cosia pública.

 Não por acaso ou descuido, construímos o contexto sociopolítico bisonho em que estamos permanente e irremediavelmente inseridos.

 Não, não chegamos aqui movidos por uma “força maligna” que opera nosso destino a rumos contrários aos nossos anseios. Não, não nos encontramos aqui e assim, por força de absolutamente nada que não esteja intrínseca e profundamente enraizado na conduta do ente coletivo que somos, você e eu.

 É muito cômodo apontar fora de nós - do seu ‘eu’ e do meu – um rol imenso de razões e responsáveis pela vergonhosa situação em que nos colocamos.

 É muito fácil falar em revolta, em “quebrar tudo”, corroborando de modo típico, a inépcia incompetente de gerir questões políticas e sociais que nos caracteriza. Inócuo, no que tange à resolução do problema, ridículo no que concerne à atitude de um só indivíduo, tristemente potencializado à razão do tamanho da nossa população.

 Se deitar, chorar e espernear é fácil

 “Até quando?” é a questão primordial da qual partem minhas conjecturas e projeções, na reflexão em busca de uma solução simples que dê início a mudança necessária. Isso é, algo praticável por um povo absolutamente despreparado e que trata de política e Justiça com a mesma paixão cega com que vive o futebol, e é incapaz de perceber que foi justamente o erro crasso de botar no mesmo balaio – o das paixões – substâncias de naturezas incompatíveis.

 Quero ver é crescer, levantar e realizar com as próprias mãos, fruto do esforço individual e em si, a mudança que quer ver lá fora.

 Tive um sábio professor das coisas espirituais e metafísicas, que nos orientava a utilizar métodos matemáticos à resolução de questões essenciais de maior complexidade: “Dividam a grande questão em questões menores, simplifiquem. Resolvam os grupos de operações semelhantes separadamente. Simplificando nos aproximamos com mais segurança do resultado que buscamos. ”. Obrigado, Carlos, vem sendo útil em tudo.

 Algumas perguntas devemos fazer intimamente, cada brasileiro, silenciosamente e com o tempo necessário à reflexão furtiva, por exemplo:

 - Ainda acredito que fui colocado aqui à revelia?

 - Ainda duvido ou minimizo minha participação no processo degradante do meu povo?

 - Tenho como ajudar meu povo a sair da situação em que se colocou, não importando as causas, forma ou responsáveis? Se tenho, quando e como vou começar a agir?

 - Se não vejo como ajudar, de que maneira posso não atrapalhar o trabalho dos que lutam como podem pelo refazimento da ordem no meu país?

 - Sou capaz de mensurar os possíveis desdobramentos do atual contexto?

 - Estou preparado para fazer valer a vontade do povo e o cumprimento da Justiça, caso as Instituições do Estado não estejam, não queiram ou simplesmente não me representem de fato?

- Eu conheço o conteúdo da Carta Magna que rege a Justiça e as relações no meu país? Entendo como foi concebida e a quem ela serve?

Aqui, não por acaso, interrompo o desfiar dos questionamentos sugeridos, com a finalidade de demonstrar a cada um dos leitores, que o volume de respostas negativas à essa derradeira questão, explica e justifica a incômoda afirmação que fiz no início do artigo, chamando para nós a responsabilidade da situação em que estamos, mas não é só! Escancara de forma clara e inegável, de que ninguém além de nós mesmos, operará um milagre altruísta que nos coloque em “berço esplêndido”.

É hora de amadurecermos e finalmente assumir nossa responsabilidade no processo que carecemos de botar em prática. Não há alternativas à instrução e à capacitação individuais.

São indivíduos capazes que compõem uma Nação consciente.

Não há outro meio. Havemos de trabalhar no polimento de cada um para obtenção algum brilho coletivo; para que brote o gérmen Justiça para o povo, em detrimento da Instituição que aí está.

Quando formos merecedores de um Estado digno de homens de bem, nós o teremos. E ele não nos será dado, isso é certo, mas edificado tijolo a tijolo por quem de direito: o povo.

Até lá, embora na CF/88 diga que “Todo poder emana do povo...”, teremos de conviver com Camrens Lúcias da vida passando sabão no povo, dizendo que é o povo quem deve reverência e “respeito às Instituições”, “às diferenças”, “à diversidade de opiniões”, defendendo o indefensável, justificando o injustificável, dando mais um show bizarro e escancarado de falta de seriedade e respeito com o povo.

Desconfie seriamente quando alguém pede ainda mais tolerância de quem jaz anestesiado.

O que pretende, Ministra, com esse pedido? O que vem por aí?

Hoje é um dia importante para o Brasil, hoje é dia de pensar, pois amanhã, talvez seja o de agir, ou não...

João Henrique de Miranda Sá

Jornalista independente em Campo Grande - MS.

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