Homicídio de Marielle será desvendado dentro da própria Câmara do Rio

O General Braga Netto, comandante da intervenção federal no Rio de Janeiro, disse esta semana que o desfecho do caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, deverá acontecer nos próximos dias, demonstrando bastante otimismo com o andamento das investigações.

A expectativa do general coincide com a de outras pessoas envolvidas na investigação, que garantem que o crime está praticamente solucionado, com todos os suspeitos devidamente identificados.

O fato curioso é que, principalmente nos últimos dias, as investigações estão centradas dentro da Câmara Municipal, com diversos parlamentares sendo ouvidos. Alguns, do mesmo grupo político de Marielle, para prestar informações úteis, outros, porém, inimigos políticos e pelo menos dois deles citados na CPI da Milícias ou em relatório da Polícia Civil sobre a influência de milicianos nas eleições carioca.

Um dos parlamentares, Zico Bacana (PHS), ouvido na quinta-feira (5) durante três horas, declarou que se sente “triste com as dificuldades de investigação” e, estranhamente, afirmou que está “firme e forte” para se defender e mostrar que não tem "nada a ver com esse problema".

A declaração foi dada a imprensa e soou bastante esquisita.

Antes porém, o tom adotado por um outro vereador também chamou atenção. Ítalo Ciba disse o seguinte: “Tenho 32 anos de polícia. Sinceramente, é uma linha de investigação? É. Foi da Câmara? Pode ter certeza que não. Eu sou policial, ela defendia vagabundo. Mas ela era minha amiga e eu sinto muito. Uma garota maravilhosa. Não sei de onde veio isso, não, mas o troço é meio doido”.

Por enquanto, não há qualquer acusação formal, mas diante das declarações dos envolvidos na investigação e do foco mantido no que é considerado a reta final do trabalho, parece óbvio que dentro da própria Câmara está a resposta para o crime.

Fonte: O Globo

da Redação

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