Após destituir Kakay, partido de aluguel demonstra que está aberto a negociações

O Partido Ecológico Nacional (PEN) destituiu o advogado Kakay sob a alegação de que não tinha interesse em obter liminar na Ação Direta de Constitucionalidade que discute a questão da prisão em 2ª instância. O advogado teria agido por conta própria, movido por outras conveniências, alheias ao partido.

Na tarde desta terça-feira (10), os novos advogados constituídos pelo PEN pediram ao ministro Marco Aurélio Mello, relator da ação, um prazo de cinco dias para que possam ‘se inteirar’ do caso.

"Os novos advogados constituídos não têm conhecimento da totalidade da ação nem da tramitação dos autos, tornando assim necessário tempo para que possam estudar o feito e analisar situações de questões de ordem, regimental e processuais", diz a petição.
Ora, então o PEN pode voltar a ter interesse na análise da liminar daqui a cinco dias?

O pedido de liminar seria levado para julgamento nesta quarta-feira (11) em plenário, porém, o ministro Marco Aurélio resolveu acatar o pedido do PEN e suspendeu por cinco dias o andamento da ação que pode rediscutir, no Supremo Tribunal Federal (STF), a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.

Parece óbvio que o PEN está aberto a negociações, pois a concessão da liminar beneficia diretamente o ex-presidente Lula, ora preso em Curitiba.

De acordo com o andamento das conversações e a ‘análise dos autos’ pelos novos advogados, o PEN poderá novamente pedir a apreciação da medida.

O que o PEN pretendia era afastar Kakay, que fazia tudo de maneira isolada, sem ouvir o partido.

da Redação

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