Matheus Dal'Pizzol

Palpites sobre o oblívio das virtudes

Lulopetismo: o desastre soviético maior que Chernobil

Com a prisão do ex-presidente Lula, a viuvez que abateu-se sobre as esquerdas brasileiras atingiu níveis de caricatura e patetice “nunca antes vistos na história desse país”. Mas apesar das figuras caricatas e dos discursos bizarros nos proporcionarem bastante diversão internet afora, houve aquele nível de besteirol que ultrapassou as fronteiras lúdicas, chegando à triste Terra da Vergonha Alheia.

O caso que trato aqui, é o de um vídeo de um militante alegando que a prisão de Lula é uma conspiração dos Estados Unidos para expor Lula à “radiação ionizante”, provocando sua morte de uma maneira impossível de conectar aos interesses “yankees”.

Falando em radiação, coincidentemente, esta semana eu assistia a alguns documentários sobre o desastre nuclear de Chernobil, que destruiu vidas e as economias da Ucrânia e da Bielo-Rússia sob o regime comunista soviético -  o mesmo regime que Lula, em 1990, prometeu recriar na América Latina através do Foro de São Paulo.

O desastre comunista ocorrido em 1986 afetou diretamente - em números oficiais - mais de 600 mil pessoas, destruiu para sempre a fauna e flora locais, tornou uma gigantesca área inabitável e, hoje, sabemos que os danos são absolutamente incalculáveis, tanto em vidas humanas como em termos ambientais e financeiros. Estimativas giram em torno de perdas de 700 bilhões de Euros em 30 anos.

Para conter a radiação, milhares de vidas foram sacrificadas na construção de um sarcófago que selasse para sempre o reator 4 do complexo nuclear Vladimir I. Lenin. Mas assim como nada era feito direito e livre de falcatruas durante a era lulopetista brasileira, nada era bem feito ou livre de falcatruas sob o governo da estrelinha vermelha “dos trabalhadores” soviéticos - no fundo, os tutores do lulopetismo. Após 30 anos, um novo sarcófago teve de ser construído com ajuda da União Europeia para conter a radiação e impedir um novo desastre. O novo empreendimento consumiu 2 bilhões de Euros até 2016.

Pode parecer muito, e é. Mas e se compararmos esse valor, apenas por curiosidade, com os números da operação Lava Jato? De modo grosseiro, a operação tenta recuperar 75 bilhões de Reais entre propinas, repatriação, bens, dentre outros. E esses são APENAS OS VALORES DE QUE TOMAMOS CONHECIMENTO. Quanto mais passou despercebido? Além disso, isso está contido em um período de 13 anos de govenro petista, menos da metade do tempo até a construção do novo sarcófago ucraniano. Sejamos justos, nem tudo nisso é culpa do PT. Mas se começarmos a ir além do dinheiro, como disse Marcelo Odebrecht em depoimento: “pior fica a vida dele”. Veremos que os danos gerados pela apropriação do “mecanismo” pela máfia sindical petista são tão incalculáveis quanto os danos causados pelo desastre soviético da década de 80. Esses danos, como a indicação de Dias Toffoli para o STF, serão sentidos por anos a fio. Na economia, apesar de uma sinalização de recuperação, o desastre econômico perpetrado pela clássica irresponsabilidade e teimosia socialistas em ignorar as leis econômicas deve levar mais de uma década para estabilizar-se.

Por fim, assim como o reator 4 de Chernobil, o emissor da radiação capaz de infectar toda uma nação teve de ser confinado para que danos maiores fossem evitados. Ao contrário da preocupação da militância esquizofrênica com a “radiação ionizante yankee”, o Brasil tem de se manter alerta à radiação vermelha capaz de destruir uma área infinitamente maior que a de Chernobil, jogando-a de volta à era da luz de velas, tal como a Venezuela amargou sob o comando do “companheiro” Maduro.

Queira a história que Lula não passe de mais um desastre soviético, que precisou ser confinado para todo o sempre a fim de evitar o infortúnio de gerações e gerações por vir.

Matheus Dal'Pizzol

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