Gilmar é baleado por assaltantes e morre na frente da esposa

Antes que você se alegre e ache que o Brasil saiu ganhando, leia com atenção este triste relato que aconteceu na cidade de Osasco, nesta última quarta-feira, dia 18.

Gilmar Veiga da Silva, 47 anos, desempregado, foi rendido por assaltantes quando saía de casa para procurar emprego.

Após abrir a sua carteira e mostrar para os assaltantes que ele só tinha R$ 100, foi baleado com 2 tiros, em frente à sua esposa, vindo à falecer, deixando duas filhas menores de idade.

Os criminosos fugiram sem nada levar.

Até quando aceitaremos passivamente crimes cruéis como este?

Mais um número para engrossar as estatísticas de delitos absurdos que em breve cairão no esquecimento.

Este cadáver não servirá para a vitimização daqueles que defendem os verdadeiros responsáveis por crimes como este.

Não era afrodescendente, homossexual e muito menos defendia algum partido de esquerda que sonha com o dia em que nos transformaremos em uma nova Cuba.

A vida não está valendo mais nada neste país. A sociedade, perplexa, assiste atônita a sua própria destruição.

Estamos à mercê de bandidos cruéis, que certos de sua impunidade, abatem sem medo e dó, cidadãos acuados e indefesos.

Uma população desarmada, aliado a uma polícia desestimulada e acuada pelos "defensores dos direitos dos manos", um sistema judiciário permissivo e leniente com a criminalidade, acabam por estimular a atuação de bandidos frios e covardes.

Este país precisa mudar imediatamente sua postura.

A revogação do estatuto do desarmamento, a eleição de novos políticos comprometidos com os reais interesses da sociedade, a criação de leis mais duras e eficientes e a valorização de nossas polícias, são apenas alguns exemplos de atitudes que precisam ser tomadas, se realmente queremos nos transformar em um país digno e seguro para se viver.

Pobreza, desemprego, baixa escolaridade e falta de oportunidade não podem ser aceitos como desculpa e muito menos justificativa para explicar e abonar crimes cruéis como o que foi relatado.

O Brasil precisa acordar enquanto ainda há tempo, nosso título de eleitor será a nossa arma mais poderosa para enfrentar esse grande desafio.

*Foto meramente ilustrativa.

Roberto Corrêa Ribeiro de Oliveira

Médico anestesiologista, socorrista e professor universitário

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