Governador petista concede medalha da Inconfidência para Marielle e Lindbergh e esquece de professora Heley

A Medalha da Inconfidência, maior honraria do governo de Minas Gerais, foi concedida na sexta-feira (20) à vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL), e ao motorista Anderson Gomes, assassinados há pouco mais de um mês.

Trata-se de uma homenagem in memorian, isto é, prestada a uma pessoa já falecida.

Uma homenagem justa, até mesmo em função da maneira trágica como foram assassinados.

De qualquer forma, fica uma sensação de injustiça no ar, em razão do ‘esquecimento’ da professora Heley de Abreu Silva Batista, que, inclusive, é mineira.

Na tragédia da Cheche Gente Inocente, em Janaúba (MG), no dia 05 de outubro de 2017, Heley morreu após tirar crianças do salão em chamas e lutar contra o vigilante Damião Soares dos Santos, que ateou fogo no local.

Heley, pedagoga, 43 anos, deixou três filhos, sendo um bebê de um ano e dois adolescentes, e o marido.

A valente professora é uma verdadeira heroína brasileira e merece todas as homenagens, jamais o esquecimento.

Além de Marielle e Anderson, outras 38 pessoas receberam a honraria, entre elas prefeitos, deputados e o senador Lindbergh Farias, o que demonstra que o governador Fernando Pimentel transformou a tradicional cerimônia num evento partidário.

da Redação

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