Cartas do cárcere: “Fake News”

Os falsificadores que arquitetaram as tais “cartas do cárcere”, que estariam sendo escritas pelo ex-Presidente Lula da Silva, dentro da prisão em Curitiba, divulgadas com muito estardalhaço por “aquela” mídia, a partir desse momento estão merecendo inscrição para a próxima edição do “Prêmio-Nobel-da-Falsificação”.

Para começar, o nome de batismo que escolheram para as tais “cartas” não passa de plágio barato da obra de Antônio Gramsci, fundador do Partido Comunista Italiano, consistente nos 29 cadernos tipo escolar que ele escreveu na cadeia (portanto “manuscritos”), entre 1926 e 1937.

Gramsci foi o comunista que deu uns “toques” especiais no marxismo original e que na sua versão final foi importada pela esquerda brasileira como principal corrente do socialismo, e que realmente está funcionando, mais ou menos nos moldes do que desejavam os “mencheviques”, na Rússia, no começo do Século XX: tomar o poder sem violência, infiltrando-se em todos os organismos da sociedade, ou seja, “comendo-pelas-beiradas”, numa linguagem mais popular.

E assim fizeram no Brasil, “contaminando” as escolas, universidades, a própria Igreja, e tudo o mais que tem algo a ver com a atividade pública. Em suma, Gramsci desbancou Marx, passando a ser o novo “deus” do socialismo no Brasil. Inclusive as suas “cartas” foram imitadas, sem qualquer pudor ou ética por Lula.

Gramsci escreveu “Cartas do Cárcere”, agora plagiado por Lula e pelos esquerdistas tupiniquins. E não foi por mero acaso, ou “coincidência” de títulos, com certeza.

Mas o “fake news” não termina por aí. Quem já ouviu Lula falar, discursar ou escrever qualquer coisa, de perto, pode ter a absoluta certeza que essas tais “Cartas do Cárcere”, que teriam sido escritas por ele a partir da prisão em que está, dirigidas à militância petista e a todos os demais idiotas fanáticos que o consideram mais que um “deus”, NÃO FORAM ESCRITAS POR ELE.

Apesar de Lula possuir uma “esperteza” que ninguém pode botar defeito, e que ganha de qualquer um - não fora isso ele não teria ido tão longe na política - o dito cidadão não possui INTELIGÊNCIA nem CULTURA suficientes para tanto, requisitos que seriam indispensáveis para escrevê-las.

O “malabarismo” dos reais autores dessas cartas com certeza foi muito proeficiente, ao adaptá-las, até com certos “requintes”, ao estilo Lula de ser e falar.

Essa capacitação de bem escrever mostrada nas cartas nunca se aprende nos porões tumultuados dos sindicatos ou da política, que hoje podem ser considerados como “laboratórios da indecência política”.

Resumidamente, Lula não escreveu as “Cartas do Cárcere”, não passando de um semianalfabeto, muito esperto, farsante e plagiador.

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

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