PT recua e negocia “perdão judicial” para que Lula possa concorrer em 2022

No PT já não existe há muito tempo a ilusão de que Lula possa ser candidato em 2018. Qualquer resquício esvaiu-se com a prisão em 7 de abril.

A luta agora é conseguir a soltura do ex-presidente e, desta forma, buscar o pleito eleitoral para negociar um indulto.

Com esta senha, qualquer candidato competitivo, de esquerda ou centro-esquerda, poderá ter o apoio do PT.

Por enquanto, segundo Mônica Bergamo, colunista da Folha e ‘porta voz’ do partido, somente Boulos prometeu o ‘perdão judicial’. Este não conta. É candidato que não pontua e foi desmascarado, após essa tragédia em São Paulo.

Ciro Gomes, por sua vez, recebeu um simpático aceno de Jaques Wagner, sugerindo que o PT poderia indicar o vice na sua chapa. A tentativa de Wagner foi imediatamente rechaçada por Gleisi Hoffmann: “Mas ele não sabe que o Ciro não passa no PT nem com reza brava?”.

Na realidade, Ciro jamais vai assumir publicamente o compromisso de perdão judicial a Lula. A perda seria muito grande. Pode fazê-lo em segredo, mas ninguém no PT, nem em lugar nenhum, confia em Ciro.

Assim, a situação do PT é bastante complicada. Todos os seus parlamentares tem agora suas preocupações individuais e doravante devem começar a se preocupar com elas.

É a busca da reeleição.

Lula, caso não seja solto logo, fatalmente será esquecido no cárcere. Pelo menos, até o dia do pleito. O problema é que até lá, poderá ter outras condenações e outros decretos prisionais.

Amanda Acosta

Articulista e repórter
amanda@jornaldacidadeonline.com.br

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