A última tentativa da defesa de Lula para tirá-lo do xilindró

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva joga todas as suas fichas no sentido de obter a sua soltura esta semana, perante a 2ª turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

A rigor, o julgamento já teve início. É virtual. Uma tacanha invencionice para evitar a exposição pública dos julgadores.

O responsável por tal sandice foi o ministro Edson Fachin, que certamente foi pressionado.

O ministro tinha quatro possibilidades:

Monocraticamente indeferir o recurso.
Submeter para a análise do plenário do STF, como fez com o habeas corpus.
Submeter para análise do plenário real da 2ª Turma.
E, por fim, levar para a apreciação do plenário virtual da 2ª Turma.
Estranhamente, optou por esta última, onde Lula certamente tem mais chances.

Todavia, se Fachin foi pressionado de um lado, a pressão da sociedade e das forças do bem, de outro lado, tem sido avassaladora.

Haja vista, que Toffoli teve na semana passada a chance de tirar do juiz Sérgio Moro o processo do sítio de Atibaia. Teve juízo.

Desta feita, caso o trio Gilmar, Toffoli e Lewandowski se aventure a agir com irresponsabilidade e em confronto com a lei, e soltem o corrupto e lavador de dinheiro, a reação fatalmente será imediata e de proporções imprevisíveis.

Eles sabem disso.

Caso tenham juízo, uma coisa é certa, Lula continuará preso e cumprirá integralmente a sua pena.

Logo, sai mais uma condenação e suas chances de impunidade pelos crimes cometidos estarão definitivamente encerradas.

Amanda Acosta

Articulista e repórter
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