Petista, juiz na Corte de Direitos Humanos da OEA, é acusado de agressão e assédio sexual

Brasileiro e juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos, com mandato de 2013 a 2018, o jurista Roberto de Figueiredo Caldas foi atuante nos governos do PT e certamente galgou o cargo que ora ocupa como prêmio por sua atuação e fidelidade partidária, tendo sido eleito em 2012 com 19 votos dos 24 estados-membros da OEA, após a indicação da então presidente Dilma Rousseff.

Membro atuante da seção do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, na qual foi fundador e primeiro presidente da Comissão de Direitos Sociais, de 2001 a 2003, entre outros cargos que desempenhou.

Com a ascensão do PT ao poder, integrou o Grupo de Reforma Trabalhista e Sindical do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República de 2003 a 2004, a Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (CONATRAE) da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República de 2003 a 2007 e 2010 a 2013, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República de 2006 a 2012, e foi conselheiro do Conselho de Transparência Pública e Combate à Corrupção (CGU) da Presidência da República de 2007 a 2012.

Roberto Caldas é acusado pela ex-mulher, Michella Pereira, do cometimento dos crimes de injúria, agressão, espancamento e ameaça de morte.

Michella diz que Caldas a agrediu de forma brutal pelo menos quatro vezes e que era comum xingá-la de "cachorra", "safada" e "vagabunda".

Ele nega as acusações, mas duas mulheres que foram funcionárias da família também o acusam de assédio sexual e ameaças de demissão.

Kakay, o advogado do juiz, nega que tenha havido agressões físicas, mas diante de gravações apresentadas por Michella, ele diz que agressões verbais eram parte da ‘tônica dessa relação durante anos’.

Caldas na condição de juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos sempre foi severo crítico do impeachment de Dilma Rousseff, da Operação Lava Jato e do juiz Sérgio Moro.

Amanda Acosta

Articulista e repórter
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