Gol transportava propina de políticos “de graça”

A Gol, a companhia aérea adquirida pela família Constantino após um dolorido golpe que extinguiu a Varig, distribuía passagens aéreas grátis para que políticos pudessem transportar propina.

A denúncia feita pela Revista Crusoé, aponta que o material comprobatório da conduta da empresa foi entregue para os investigadores da Operação Lava Jato por José Expedito Almeida, ex-assessor de políticos da cúpula do PP, como o senador piauiense Ciro Nogueira, presidente do partido, e o deputado pernambucano Eduardo da Fonte.

Veja o que diz o texto do jornalista Filipe Coutinho:


“As passagens foram emitidas por ordem direta de Henrique Constantino, filho do fundador da empresa, Nenê Constantino.
A Gol Linhas Áreas não cobrava pelas passagens e, para isso, os deputados acionavam diretamente Henrique Constantino, sócio do grupo, de acordo com o depoimento do colaborador.
Um assessor da presidência da Gol era o responsável por liberar as passagens. Os beneficiários eram o senador Ciro Nogueira, o deputado Eduardo da Fonte e o próprio José Expedito.
Num dos voos, em que, segundo Expedito, o objetivo era ir ao Rio de Janeiro buscar propina, o próprio Ciro Nogueira estava a bordo.
Além dos bilhetes com tarifa zero, Expedito entregou um e-mail de 2005 para a PF que mostra o quanto Henrique Constantino era diligente ao atender às solicitações do PP. Na mensagem, um funcionário da Gol comunica as ordens de Constantino a partir de um pedido do partido: mudar o destino de uma misteriosa “carga” de São Paulo para Recife e garantir que funcionários acompanhassem a entrega pessoalmente. Nesse caso, especificamente, não fica claro se a “carga” era dinheiro.
No total, Expedito apresentou os bilhetes de nove voos à PF, entre 2005 e o começo de 2006."
A atitude da Gol demonstra que tudo que começa errado, jamais poderá dar certo.

da Redação

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