Gravado na prática do crime, juiz petista da Corte de Direitos Humanos pede afastamento

O jurista brasileiro Roberto de Figueiredo Caldas, juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA, indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff, com mandato no período de 2013 a 2018, pediu licença do cargo neste sábado (12).

Ele é acusado pela ex-mulher Michella Pereira, do cometimento dos crimes de injúria, agressão, espancamento, ameaça de morte e assédio sexual.

O pedido de licença é por tempo indeterminado e por razões particulares.

O advogado de Roberto Caldas, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, admitiu parte das acusações.

Kakay "reconhece que os limites da ética foram ultrapassados e as agressões verbais são injustificadas", mas nega que tenha ocorrido agressão física.

Michella apresentou inúmeras gravações onde é agredida verbalmente.

Kakay, espertamente, tenta dividir a culpa pelas tais agressões verbais:

‘Evidentemente que nada justifica as agressões verbais que foram a tônica dessa relação durante todos esses anos’, afirmou o advogado, que acusa a mulher de ter ‘interesses inconfessáveis’, pelo fato de ter gravado o marido.

Michella diz que Caldas a agrediu de forma brutal pelo menos quatro vezes e que era comum xingá-la de "cachorra", "safada" e "vagabunda".

Outras duas mulheres que foram funcionárias da família também o acusam de assédio sexual e ameaças de demissão.

Caldas, o acusado, foi integrante da Comissão de Ética da Presidência da República durante o período de 2006 a 2012, nos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.

Não obstante a tenebrosa atuação de Kakay, tentando justificar o injustificável e buscando transformar a vítima em criminosa, parece claro que o tal juiz é um insano, que no trabalho julgava grandes causas de direitos humanos e em casa não respeitava a mulher que escolheu para compartilhar o matrimônio.

No depoimento de Michelle, o motivo da última surra aplicada pelo marido é de causar perplexidade. O juiz não gostou da comida preparada para o jantar.

Em outro momento impactante do depoimento de Michelle, ela conta que certa feita, com o corpo coberto de hematomas, assistiu a uma palestra dele na Universidade de Brasília “em defesa dos direitos da mulher”.

Amanda Acosta

Articulista e repórter
amanda@jornaldacidadeonline.com.br

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