Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

A justiça para Lula é igual às práticas do “comedor por estatística”

Impressiona a dinheirama derramada pelo presidiário Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, destacada da sua “poupança” que acumulou durante muitos anos à frente da coisa pública, seja como presidente, seja pelo seu “prestígio” de ex-presidente da República, para encher os bolsos dos seus advogados chicaneiros, com pagamento de polpudos honorários advocatícios.

De tantas que são as medidas impetradas na Justiça, notadamente no STF, essas ações praticamente absorvem a quase totalidade das horas de trabalho dos Ministros.

Para que atendessem satisfatoriamente Lula e as “demais” partes com pendências no STF, o dia teria que ter 48 horas, e não só 24, como é. Metade dessas horas teria que ser dedicada ao “campeão” das demandas no Supremo.

Trocando em miúdos: Lula quase “monopoliza” as atenções do Supremo em cima dos inúmeros problemas judiciais em que está envolvido, ou seja, dos inúmeros “rolos” em que se meteu, seja como suspeito, investigado, indiciado, réu ou autor.

Por esse motivo certamente não tem havido o tempo necessário ao Supremo para dar conta das inúmeras outras atividades jurisdicionais em que deve intervir, já que ele é o “intérprete” da Constituição. Poder-se-ia até afirmar, talvez com um pouco de exagero, que o STF seria quase um “juiz privativo” de Lula. Qual o custo desse juiz de “luxo”, ”privativo”, ao contribuinte de impostos?

A situação real lá no Supremo fez com que a sua missão prioritária se tornasse o atendimento de todas as demandas que envolvem Lula, de uma outra forma, direta ou indiretamente. No tempo “restante”, nas “sobras” de tempo, portanto em caráter secundário, são atendidas todas as demais milhares de ações pendentes de apreciação, que geralmente aguardam na interminável “fila-de-espera” do Supremo por muitos anos para serem julgadas em última instância.

“Matando a cobra e mostrando o pau”: a maior prova dessa verdade pode ser encontrada no enorme número de decisões proferidas no STF, somadas as da sua 2ª Turma, ou do STF em composição “Plena”, envolvendo o ex-Presidente como parte ou interessado.

Somente no período dos primeiros 30 (trinta) dias da prisão de Lula, as decisões “supremas” relativas a ele podem ser contadas às dezenas.

Ninguém mais, em toda a existência desse tribunal, conseguiu tal “proeza”. O “deus” Lula bateu todos os recordes de intervenção na Corte Constitucional. Tanto é assim que qualquer observador estrangeiro que chegasse ao Brasil e acompanhasse a “agilidade” do Supremo em dar conta dos casos de Lula, certamente ficaria impressionado com a “rapidez” do STF, pensando que seria igual em todos os outros casos pendentes. Não é preciso fazer muita força para concluir que o “gringo” estaria redondamente enganado.

Mas, sem dúvida, essa multiplicidade de ações movidas no STF para salvar Lula das grades e da condenação criminal que sofreu, AUMENTA muito as chances de alguma dessas medidas “colar”, favorecendo o réu. Vários tiros num só alvo têm muito mais chance de acertar que um só tiro.

Do mesmo modo as táticas e estratégias dos advogados de Lula para livrá-lo da cadeia podem ser equiparadas às práticas do “comedor-por-estatística”. Esse tipo de “comedor” coincide com a figura do “galã” fracassado, frustrado, geralmente rejeitado pelas mulheres que ele tenta conquistar, mas que sobretudo é um tremendo “insistente”. E de tão “insistente” que é, torna-se um “chato”, na opinião das suas vítimas assediadas. Mas de cada dez mulheres “cantadas” a cada dia, uma acaba dando certo, caindo nos seus braços. Esse é o perfil do “comedor-por-estatística”.

E não seria exatamente esse o procedimento dos patronos de Lula perante a Justiça, com a avalanche de medidas judiciais que promovem todo o dia, na expectativa de que alguma delas “funcione”? Como pode o Supremo submeter-se a esse “tiroteio” de chicanas, sem ressalvas?

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

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