Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

A sem-vergonhice dos políticos tem o tamanho da idiotice do eleitorado

Num momento de rara inspiração, no Século XIX, o filósofo Francês Joseph-Marie Maistre (De Maistre), ferrenho defensor da monarquia e crítico radical da Revolução Francesa, deixou gravado na pedra de mármore da história a célebre expressão “CADA POVO TEM O GOVERNO QUE MERECE”.

Resumidamente essa frase quer dizer que povo com virtudes normalmente tem bons representantes políticos e povo sem virtudes tem maus representantes.

Ora, nas democracias, quem decide é a maioria dos eleitores. E qualquer decisão, boa ou má, faz com que todos se submetam a ela, inclusive os que divergiram da maioria, os votos “vencidos”.

Esse tipo de situação não traria consequências negativas a ninguém se a maioria votante tivesse virtude política e escolhesse representantes à altura dessas virtudes.

Essa escolha beneficiaria também os “sem-virtude”. Se assim fosse, não poderia haver regime ou forma de governo melhor que a democracia. Mas nem sempre é assim.

O que acontece quando a maioria é desprovida de virtudes políticas e tem o poder de definir o comando da sociedade? Não estaria se instalando o desastre político?

A célebre frase do filósofo francês mereceria contestação forte nas democracias que escolhem mal e melhor ficaria assim escrita: “nem todos do povo têm o governo que merecem”. O resultado é que jamais seria justo que os eleitores com virtudes políticas tivessem que se submeter às escolhas dos eleitores desprovidos dessas virtudes.

Quem melhor definiu uma situação desse tipo foi ALDOUS HUXLEY: “a ditadura perfeita terá a aparência de democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e aos divertimentos, os escravos terão amor à sua escravidão”.

As sábias sentenças dos filósofos De Maistre e Aldous Huxley devem ser conjugadas com “OS DEZ PASSOS PARA ALCANÇAR A IDIOTOCRACIA PLENA DE UM PAÍS”, onde se vê que tais requisitos se encaixam perfeitamente na pseudodemocracia que implantaram no Brasil que, apesar da aparência, não é democracia verdadeira, porém a sua contrária, a OCLOCRACIA, que no fundo é a negação da democracia, sua deturpação, corrupção, praticada pela massa ignara em proveito da patifaria política.

Ei-los:


(1) acabar com a educação de qualidade;
(2) dar oportunidade a poucos;
(3) criar uma mídia servil é inútil;
(4) garantir um sistema de saúde péssimo;
(5) cobrar altos impostos;
(6) garantir a impunidade;
(7) nada deve funcionar a contento;
(8) promover o desemprego;
(9) empregar mágicos no governo;
(10) não investir em tecnologia.
Deu para entender as razões pelas quais a escória que hoje domina a política deseja e exige tanto eleições diretas e “já”?

O motivo não estaria na certeza de contarem com uma maioria de idiotas para elegê-los?

Fornecer um título de eleitor para gente tão desqualificada não estaria representando perigo maior para a democracia do que entregar uma arma de fogo nas mãos de uma criança?

Como Lula pode ter tanta certeza que seria eleito se concorresse, sentindo-se “dono” da Presidência da República?

Não estariam justamente aí os fundamentos da sua certeza?

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado, sociólogo,  pósgraduado em Sociologia PUC/RS, ex-advogado da antiga CRT, ex-advogado da Auxiliadora Predial S/A ex-Presidente da Fundação CRT e da Associação Gaúcha de Entidades Fechadas de Previdência Privada, Presidente do Partido da República Farroupilha PRF (sem registro).

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